terça-feira, 26 de Outubro de 2021  
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A Agência de imprensa junto ao MAP tomou conhecimento através de fontes diplomáticas que o Secretário-Geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, tem iniciado as consultas com os membros do Conselho de Segurança sobre a nomeação do ítalo-sueco, Staffan de Mistura, como enviado pessoal para o Saara marroquino. Para confirmar esta informação, o MAP contactou o Senhor Omar Hilale, Embaixador e Representante Permanente do Marrocos junto às Nações Unidas, o qual tem respondido gentilmente às perguntas.

1- Segundo as fontes diplomáticas das Nações Unidas, terça-feira passada, o Secretário-Geral tem iniciado as consultas com os membros do Conselho de Segurança com vista à nomeação de Staffan de Mistura, como  novo enviado pessoal da ONU, para Saara marroquino. Perguntando se pode confirmar tal fato?

De fato, essas consultas continuam em andamento e a nomeação do senhor Staffan de Mistura vai ser anunciada nos próximos dias, objeto da aprovação dos membros do Conselho de Segurança.

  2- Perguntando se Marrocos tem dado o seu consentimento sobre esta nomeação?

 Claro, o Marrocos já foi consultado sobre esta nomeação, e o Reino informou o Sr. Antonio Guterres do seu acordo. A aprovação de Marrocos decorre da sua confiança constante e apoio contínuo aos esforços do Secretário-Geral das Nações Unidas, visando a alcançar uma solução política, realista, prática, duradoura e compatível em relação ao conflito regional em torno do Saara marroquino.

 Uma vez nomeado, como se espera, o Sr. de Mistura pode contar com a cooperação e apoio inabaláveis ​​de Marrocos no cumprimento de sua missão, contribuindo no sentido de facilitar as negociações e levar a uma solução desta disputa regional, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança desde 2007, tendo em vista as Resoluções 2440, 2468, 2494 e 2548, mantendo a série de Mesas Redondas junto às quatro partes participantes, de acordo com os critérios especificados.

  3- A deliberação do Conselho de Segurança sobre a nomeação de um sucessor do ex-enviado, Presidente Koehler, acontece 30 meses após a renúncia deste. Por que tem levado  tanto assim?

Primeiro, o Secretário-Geral tem que encontrar um candidato qualificado de nível internacional  capaz de retomar o processo político de onde parou para com o Sr. Koehler. Tal fato não é fácil. Considerando Sr. de Mistura  um ator fundamental nos esforços das Nações Unidas, capaz de resolver disputas pacificamente. Tem apoiado o seu papel na Síria, Afeganistão, Iraque e África.

Em relação a sua longa experiência diplomática internacional, as suas origens mediterrânicas, traduzindo o seu profundo conhecimento dos problemas desta região, da sua compreensão das ameaças à segurança e a desestabilização no Norte de África, bem como a sua independência e imparcialidade, no seu trabalho junto às Nações Unidas,   ajudando no sentido de cumprir, de forma serena e construtiva, a tarefa de facilitar o processo político relacionado com esta disputa territorial.

  Em segundo lugar, este trabalho constitui a principal razão: junto às outras partes que permanecem por muito tempo e, durante dois anos e meio, com os caprichos frágeis, rejeitando cada vez os candidatos, altamente qualificados propostos pelo Secretário-Geral. A Argélia e seu grupo separatista armados rejeitam a candidatura do ex-primeiro-ministro romeno Peter Roman e, alguns meses depois, o ex-ministro português das Relações Exteriores, Luis Amado. Tal ação visa a conter e a manter a obstrução dos candidatos de um terceiro país, levando o senhor Guterres a buscar esta última indicação nos corredores das Nações Unidas.

 Por seu turno, o Reino tem notificado o Secretário-Geral sobre a sua aprovação em relação a estes dois candidatos nos tempos recordes. Aceitando estes ûtimos, bem como  tem assegurado anteriormente, a candidatura do senhor de Mistura. Tal nomeação, que as outras partes procuram, em vão, obstruir, sobretudo através dos falsos pretextos promovidos pelos seus meios de comunicação, acusando e sem timidez, no lugar do Secretário-Geral e do Conselho de Segurança  ser responsável ​​ pela ausência de um quadro político neste processo.

Espera-se sinceramente acabar com estas manobras enganosas e, eventualmente, permitir a retomada da série de mesas-redondas que o Secretário-Geral e o Conselho de Segurança aguardam e muito .

  4 - Perguntando sobre as expectativas do Marrocos em relação ao processo político com a nomeação do Sr. de Mistura?

O Marrocos, independentemente da pessoa que ocupa o cargo de Enviado Pessoal, continua, como sempre, firmemente apegado ao processo internacional exclusivo, a fim de se chegar a uma solução política, realista, prática, duradoura e consensual para o conflito artificial em torno do Saara marroquino, em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança desde 2007,  considerando a iniciativa de autonomia como uma solução séria e credível para a questão do Saara marroquino.

A este respeito, o Reino de Marrocos tem reafirmado oficialmente, durante as duas mesas-redondas anteriores em Genebra, com a presença dos dois ministros argelinos, Messahel e Lamamra, que a solução do conflito do Saara marroquino passa apenas através da autonomia, e nada mais que autonomia, sendo só autonomia, e no quadro da soberania de Marrocos e  integridade territorial.

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