quinta-feira, 9 de Dezembro de 2021  
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A embaixadora do Reino no Chile, Sra. Kenza Al-Ghali denunciou fortemente a situação miserável, prevalecente nos campos de Tindouf, no quais os detidos vivem “sem dignidade sob a opressão da milícia Polisario e  exército argelino”.

Durante um simpósio realizado por iniciativa do Centro Cultural Mohammed VI para o Diálogo e Civilizações, a Embaixada de Marrocos, em coordenação com a Universidade Adolfo Ibanez de Santiago junto com a Sra. El Ghaly tem abordado a questão da contradição entre o desenvolvimento e a prosperidade da qual desfrutam os habitantes das províncias do sul do Reino, e a miséria imposta aos residentes dos campos de Tindouf.

Acrescentando que os esforços de investimento do Marrocos em favor das províncias do sul têm mudado significativamente a face das cidades e das vilas nas províncias do sul, conectando o Marrocos com as suas profundezas africanas.

Na presença dos acadêmicos chilenos, a Sra. El Ghaly tratou da história  do conflito artificial, envolvendo os territórios, desde a época da divisão do Marrocos por parte das potências coloniais, até a restauração pacífica de Marrocos de seus territórios graças à Marcha Verde, face aos múltiplos desafios da guerra de libertação e das negociações com o governo espanhol daquela época.

A diplomata marroquina sublinhou que o Marrocos tem uma longa história, alimentada por muitos afluentes, incluindo árabes islâmicos, africanos, saarianos, mediterrâneos e hebreus, acrescentando que muitas famílias marroquinas, provenientes  do Saara.

A este respeito, a Sra. El Ghaly deu algumas datas-chave da origem do conflito, lembrando as manobras das potências coloniais que dividiram as terras marroquinas desde o século XIX.

Depois de conquistar a independência em 1956, o Marrocos continua a reivindicar as suas terras coloniais no norte e no sul do país, bem muito antes do surgimento do grupo pretendido Polisario.

As tribos que vivem nas terras do saara, que não eram terras vazias, como confirma o Tribunal Internacional de Justiça, cujos laços de fidelidade entre os sultões do Marrocos e o povo foram mantidos,  evidenciando a soberania do reino sobre as terras do Saara.

Antes da ocupação do Marrocos, as potências europeias consideram o Marrocos como detentor direito do território do Saara, cujos líderes e juízes nomeados, provenientes das autoridades centrais do país.

Tal fato foi evidenciado pelos numerosos acordos assinados entre Marrocos e as potências coloniais, nomeadamente os franceses ( acordo de Lalla Maghnia, e acordos de Madrid e Algeciras ...)

Em conclusão, a Embaixadora de Marrocos tem denunciado as manobras praticadas pelo país vizinho, mantendo através do seu território um grupo de jovens no sentido de armar e apoiar uma manobra contra  o Saara do Marrocos, por mais de 46 anos, alimentando um conflito artificial.

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