domingo, 14 de Junho de 2026  
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O sr Jacob Zuma, ex-presidente sul-africano e líder do partido Umkhonto we Sizwe (MK), declarou que o seu partido apoia a proposta de autonomia do Marrocos, apresentada 2007 ao conselho da segurança da ONU, "garantindo  uma governança local tangível em favor do povo da região do Saara, e sob a soberania do Marrocos".


O Sr. Zuma expressou essa posição num comunicado dirigido à imprensa após as discussões com Nasser Bourita, Ministro das Relações Exteriores, da Cooperação Africana e dos Marroquinos residentes no Exterior.

O ex-presidente sul-africano considerou que  o seu partido, Umkhonto we Sizwe, "reconhece o contexto histórico e jurídico da qual se sustenta a reivindicação do Marrocos sobre o Saara",   "apoiando os esforços do Marrocos para restaurar sua plena integridade territorial, consistente com o compromisso contínuo do partido sul afrinaco, Umkhonto we Sizwe; em termos de preservar a soberania e unidade dos Estados africanos".

Dado "crescente apoio internacional e continental sobre a proposta de autonomia marroquina; sobretudo nos últimos anos", o Sr. Zuma apontou a proposta de autonomia, como "um caminho equilibrado que promove a estabilidade, a paz e o desenvolvimento na região", chamando "a comunidade internacional para apoiar o plano de autonomia marroquino; a título de meio eficaz, capaz de garantir a paz, a estabilidade e a prosperidade para o povo do Saara".

Tal postura reflete a posição política do partido Umkhonto we Sizwe (Umkhonto we Sizwe), "propondo uma solução concreta base do longo debate sobre o futuro da região do Saara", cujo partido propôs no mês passado num documento intitulado "Parceria Estratégica para a Unidade Africana, o Empoderamento Económico e Integridade Territorial: caso do Marrocos".

Este documento sublinha que o Saara "fazia parte do Marrocos antes da colonização espanhola, final do século XIX. Motivo de lutas e resistências de integração do Marrocos a séculos. Tal  reivindicação marroquina antecede o colonialismo, cujas origens na fidelidade tribal e trono marroquino", chamando a comunidade internacional a "levar em consideração os laços históricos da região do Marrocos e interesses legítimos do povo marroquino, preservar a sua integridade territorial".

O documento também faz referência a gloriosa Marcha Verde, objeto "da iniciativa de descolonização que reconhece os laços históricos entre Marrocos e seu Saara", e em termos de "movimento de libertação único e sem violência" da qual  "mais de 350.000 marroquinos desarmados entraram no Saara para reivindicar suas terras".

Lembra-se que o Sr. Zuma, até então Presidente da África do Sul, encontrou-se com Sua Majestade, o Rei Mohammed VI, que Deus o assiste, 2017, à margem da Cúpula União Africana-União Europeia, na Costa do Marfim. Esse encontro deu um novo impulso às relações bilaterais entre os dois países.

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