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 actualidade

O Marrocos denunciou, terça-feira passada, em Genebra, a "situação humanitária anormal", persistente durante cinquenta anos nos campos de Tindouf, sudoeste da Argélia, chamando o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para  exercer  plenamente o seu mandato, em termos do estabelecimento do censo  " independente e imediato" dos detidos nos campos de Tindouf, sudeste de Argel, garantindo o "acesso humanitário livre e sem restrição"da ONU aos campos de vergonha.


O Embaixador Omar Zniber, Representante Permanente do Marrocos junto às Nações Unidas em Genebra, esclareceu durante o debate geral da 76ª sessão do Comitê Executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) que "a neutralidade humanitária nunca deve ser confundida com a passividade da injustiça".

O diplomata marroquino tratou dos desvios da inação internacional, bem como da situação "anormal e única na história do ACNUR", isso é por mais de um meio século.

O Sr. Zniber enfatizou sobre a necessidade de "respeito rigoroso" dos princípios humanitários fundamentais, sobretudo a neutralidade, a imparcialidade, a transparência, a responsabilização e o caráter civil dos campos.

Tal necessidade faz referência  "ao censo independente e imediato" da população, mantida no cativeiro dos campos de Tindouf, cuja recomendação formulada pelo Escritório do Inspetor-Geral do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, 2005, a título de " papel essencial" por vinte anos.

Este  "recurso do censo se for mobilizado deve contribuir para uma solução sustentável, sem se desviar de seu objetivo humanitário", além de "fortalecer  os mecanismos de rastreamento e monitoramento de toda a assistência destinada efetivamente aos beneficiários nos campos".

A este respeito, o embaixador expressou a preocupação do Marrocos com a ausência de uma rota humanitária livre e desimpedida  nos campos de Tindouf, dada a falta de respeito do caráter civil nos locais de refúgio.

O Marrocos, segundo o diplomata, " continua a defender o asilo por motivos humanitários ", ou por uma política de migração humana, consolidada por marcos legais e institucionais. Além de contribuir para a ajuda humanitária internacional, graças ao comando do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Mantendo a esperança que os princípios de prestação de contas, de transparência e responsabilidade compartilhada continuem a orientar o trabalho do ACNUR no futuro, e a organização da ONU para melhorar a eficiência operacional e abrir caminho à cooperação das operações junto aos Estados-Membros.

Durante a 76ª sessão do Comitê Executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Sr. Zniber declarou que o Reino de Marrocos "reafirma o seu profundo compromisso pelos princípios e valores da ação humanitária internacional e do papel do ACNUR".

Concluindo no contexto internacional sobre o deslocamento forçado de mais de 120 milhões de pessoas, "chamando da responsabilidade coletiva, e do ACNUR, no sentido de redobrar nossos esforços e manter respostas de dignidade humana e obrigações legais".

Para o Alto Comissário Filippo Grandi , ele prometeu manter a natureza política da proteção aos refugiados, referindo-se aos prazos do Conselho de Segurança junto à questão do Saara Ocidental, reiterando: "a importância crítica de se chegar a uma solução política diante desta situação prolongada".

Prometendo, "por outro lado, uma resposta humanitária" para os campos de Tindouf; em termos de "manter ainda mais atenção e ser vigilante, e respeito à natureza cível nos campos".

Notícias sobre o saara ocidental/Corcas


 

   
  
 
 

 
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