Durante esta reunião, moderada por Michael Doran, pesquisador do quadro sênior e diretor do Centro para a Paz e Segurança no Oriente Médio, o Sr. El Omrani enfatizou sobre o voto unânime em favor da Resolução 2797, "constituindo um raro sinal político no atual contexto diplomático, título da profunda maturidade da comunidade internacional em apoio a uma aprovação estruturada, responsável e explícita do plano de autonomia".
Anotando que "mais de 120 países reconhecem o plano de autonomia como o único caminho a seguir neste processo político".
Tal diplomata marroquino explicou que o plano de autonomia apresentado pelo Marrocos em 2007 ao Conselho de segurança da ONU, atende a todos os requisitos do direito internacional e, nesse aspecto, representa um caminho totalmente consistente, em termos das premissas da Carta da ONU e dos parâmetros sucessivos das resoluções do Conselho de Segurança, os quais são em conformidade com o direito internacional , constituindo"assim a única estrutura definida pelo Conselho de Segurança; rumo às negociações, através do Enviado Pessoal do Secretário-Geral da ONU".
Este horizonte adotado pela ONU é capaz de "dissipar todas as ilusões diplomáticas, as que são baseadas sobre princípios ou percepções ultrapassadas ou aquelas que são excluídas da única opção viável".
O Sr. El Omrani, a este titulo, ele tratou do desenvolvimento fundamental da questão marroquina, decorrente diretamente da visão estratégica de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, "a qual foi mantida como a base da clareza, da firmeza e da busca de soluções realistas, permitindo superar posições rígidas e avançar rumo a uma solução definitiva contro o conflito regional".
Nesta discussão, o embaixador situou esta dinâmica internacional no contexto mais amplo de "um Marrocos em transformação, engajado há mais de duas décadas num vigoroso processo de modernização", e do profundo desenvolvimento, sob a visão de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, dada a consolidação da estabilidade institucional, o crescimento econômico acelerado e a maior capacidade de mudar e propor soluções num momento em que alguns se contentam apenas em observar sem reagir.
Em relação à orientação do Marrocos pela África, o Sr. El Omrani destacou a dimensão solidária Iniciativa Real Atlântica, como " catalisador da integração, de desenvolvimento e cadeia de oportunidades, face aos desafios do continente africano, e dos esforços coletivos, combinados com as qualificações, as ambições, os compromissos e experiências de todos".
A este respeito, a visão real constitui uma base de transformação da costa atlântico-africana para um espaço de conectividade, de mobilidade e prosperidade, cujo Reino mantém corredores africanos desde o século XXI, incorporando ambições e prosperidades em termos de projetos estruturados.
Apontando também o Gasoduto Atlântico-Africano, na forma de zonas industriais integradas e do Porto Atlântico de Dakhla, pelo qual o Embaixador tratou da visão base da lógica do desenvolvimento partilhado e da integração positiva, onde "o Saara marroquino tornou-se pólo de crescimento, de encruzilhada entre continentes, e motor da integração regional".
Esta relação de conectividade constitui ainda, e sem dúvida um novo motor do progresso em África , onde o "Marrocos tornou-se um dos intervenientes mais empenhados e credíveis", capaz de consolidar a relação estratégica entre Rabat e Washington, fundamento da amizade histórica de 250 anos entre os dois países, e da " profunda convergência compartilhada nas prioridades de segurança, de estabilidade e de desenvolvimento, bem como de parcerias, meio crucial de alcançamento da prosperidade nós ambos lados do Atlântico".
Concluindo ao dizer: "que a relação de confiança sem precedentes mantida com os Estados Unidos, a qual se estende muito além do âmbito diplomático, das iniciativas e de compartilhamento das visões, com muitas vezes ficar em alinhamentos".
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