quinta-feira, 20 de Novembro de 2008  
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O povo marroquino celebra, esta quarta-feira, o quinquagésimo quinto aniversário da Revolução de Rei e do Povo, uma epopeia que testemunha  a mobilização de um povo enteiro em ordem do seu Rei e em defesa da luta, da liberdade e da independência.

 


Este acontecimento glorioso està inscrito ao longo dos anos no registo da perenidade, não como simples peripécia histórica, mas como doutrina global para a recuperação da soberania nacional, bem como a ancoragem da Monarquia constitucional democrática face  à extremidade da ignorância, do subdesenvolvimento e da exlusào.

Desde o estabelecimento do protectorado francês no Marrocos, em 30 de Março de 1912, o povo marroquino comprometeu uma luta sem tregua contra as forças coloniais nas diferentes regiões do Reino, para recuperar a sua independência e defender os valores consagrados da Nação.

O Marrocos assim conheceu desde o começo dos anos 20 um movimento de resistência popular e de múltiplos levantamentos dos tribos contra a dominação estrangeira nomeadamente o tribos de Tafilalet, de Grande Atlas, de Tadla e ou de Jbel Saghrou.

Um grande número de vitórias foi ganho, entre 1927 e 1930, valentes  combatentes de Boudnib e Khénifra, designadamente ente outros.

Vã numa tentativa de quebrar esta unidade do povo marroquino e semear os germes da dissensão religiosa e étnica, as autoridades coloniais promulgaram o dahir “lei colonial” dito " Berbère"  em 1930, mas os Marroquinos, pelo garro e pela fixação indestrutível ao Trono e a dinastia alaouita e pelos ideais de liberdade e de dignidade, enfrentou com coragem e bravura desta conspiração, reavivindo a consciência nacional e reforçando a acção patriótica do movimento nacionalista, que definiu as suas posições claras e resolutamente voltadas para o futuro, apresentando assim as reivindicações de reformas em 1934.

Esta acção nacional começou devagar mas pouco a pouco ela se propageou no horizonte obrigando as autoridades coloniais a tomarem medidas repressivas das quais foram numerosas vítimas na fila dos nacionalistas.

O movimento nacionalista foi sendo amplificando para constituir verdadeiramente um momento decisivo e histórico.

Pelo  acto da apresentação do Manifesto da Independência, no dia 11 de Janeiro de 1944, o movimento nacionalista marca pelas suas marcas a coroação da acção militante e determinado pelo forma em que ele foi armado sob a condução do Sultan Mohammed Ben Youssef e que suscitou vivo interesse nos níveis nacional e árabe, ou mesmo a nivil internacional.

Preocupados de velar pela unidade do Marrocos e de demonstrar o agarro e a  fixação do povo enteiro do Norte do Reino ao Sul, em trono da sua identidade nacional e religiosa, do seu falecido SM o Rei Mohammed V, que Deus seja clemnte com sua alma, empreendeu no dia 9 de Abril de 1947 uma visita histórica a cidade de Tanger, desafiando por este gesto ao mesmo tempo simbólico e corajoso, o pacto colonial  e exprimindo a força e a união do Marrocos, Rei e povo, junto a sua integridade territorial, aos seus valores e a sua identidade nacional.

Esta visita histórica provocou tensões entre o Palácio e a Residência geral desvendando a posição negativa e madosa das autoridades do Protectorado que se inscrevem numa  contracorrente das aspirações legítimas do Rei e do povo.

As autoridades do Protectorado têm assim aproveitados a ocasião e os acontecimentos de Dezembro de 1952, após o assassinato do militante sindicalista tunisino Farhat Hachad, para que eles lançem os militantes e os líderes do movimento nacionalista nas prisões ou condenà-los ao exílio.

O Soberano denunciou abertamente esta repressão e defrontou-se com a arrogância totalitária de general Guilherme, que preparava assim em catimini com os chefes de tribos feudais a deposição do Rei.

Foram os preparativos do golpe da força de Agosto de 1953, que conheceu o exilo do Rei e os membros da família Real em Córsega primeiramente em seguida a Antsirabé (Madagáscar), mas contribuindo pela mesma estupidez a reaviver a consciência nacionalista do povo marroquino e para reforçar mais ainda a simbiose entre os Marroquinos e o seu Rei.

As manifestações e as greves assim ganharam todo o Reino, marcando o desencadeamento das operações da resistência armada nas cidades e regiões do país.

Perante a subida da resistência armada, a formação de Exército de Liberação nacional e ao lançamento das suas operações gloriosas ao Norte do Reino assim como o Sul, as autoridades coloniais foram forçadas de aceitar o diálogo e a abertura das negociações com os nacionalistas, que conduziram ao regresso triunfal do Soberano legítimo, o falecido sua SM Mohammed V e a declaração da independência do Marrocos.

A Revolução do Rei e do povo representa um acontecimento notável e uma página brilhante nos anais da história marroquina, na medida em que traça uma linha de demarcação entre o período colonial e da era da independência.

Este acontecimento permitiu pôr um termo ao jugo da tutela e do Protectorado e permitir o regresso triunfal do Herói da Liberação, símbolo da Resistência o falecido Rei SM Mohammed V no dia 16 de Novembro de 1955, instaurando assim uma nova era de liberdade, de independência e de transição para uma etapa para a edificação e a consolidação das escolhas e das orientações futuras.

E neste contexto que foi feita a recuperação de Tarfaya como uma etapa crucial no processo da conclusão da independência e da consagração da unidade territorial do Reino.

Esta epopeia nacional foi prosseguida por o Falecido SM Hassan II, o artesão da recuperação de Sidi Ifni em 1969 e as províncias do Sul em 1975, graças a gloriosa Marcha Verde, um acontecimento grandioso que permitiu içar a bandeira nacional no céu da cidade de Laâyoune no dia 28 de Fevereiro de 1976.

Esta dinâmica foi prosseguida em 1979 pela recuperação da província Oued Eddahab.

Após 55 anos, os ensinos e os significados desta epopeia continuam presentes para recordar a história gloriosa do Reino e do povo marroquino que está a reaviver uma era nova sob a condução iluminada da SM Roi Mohammed VI que està  investindo plenamente num processo de desenvolvimento, de modernidade e da defesa em prol da integridade territorial e de consagração dos valores de democracia e de cidadania, lançando assim as bases para uma economia moderna e competitiva.

A comemoração desta epopeia, que dá uma imagem eloquente da simbiose entre o povo marroquino e o seu Rei, constitui a ocasião de tornar homenagem à resistência e reconhecendo os sacrifícios feitos  contra às manobras coloniais em prol da liberdade e da independência.

Fonte: Map

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