domingo, 19 de Novembro de 2017  

 Saúde

Obras importantes e serviços de qualidade foram postos à disposição da população nos estabelecimentos sanitários implantados ultimamente; e, na última década, foi constatada uma melhoria constante do nível de saúde das populações das províncias sarianas:  são estes, em grandes linhas, os aspectos e as dimensões da política sanitária nesta região.

Mas se muito foi feito, ainda muito resta a fazer, na medida em que numerosos projectos sanitários estão ainda em realização. De imediato  - e enquanto é aguardada a abertura dos serviços dos novos equipamentos – os serviços de saúde instauraram a ajuda de urgência a fim de combater o mais rapidamente possível as doenças infantis, a subalimentação, que são responsáveis de uma taxa de mortalidade elevada, bem como outras doenças particularmente frequentes na região (doenças dos olhos, do sistema digestivo, tuberculose... ).

Equipas sanitárias móveis foram enviadas para a região, fornecendo os primeiros cuidados médicos necessários, assim como facultando conselhos de higiene e de alimentação; do mesmo modo, estas equipas se esforçaram pelo saneamento do ambiente.

Autonomia sanitária da região

Os objectivos da política sanitária são de três ordens:

- Garantir a autonomia sanitária da região devido à grande distancia entre os centros hospitalares existentes;
- Disponibilizar o sistema da saúde ao alcance do maior de número de pessoas, adaptando os serviços sanitários às necessidades específicas desta região através de uma distribuição geográfica equilibrada dos equipamentos bem como pela gratuidade dos serviços.
- desenvolver não somente a medicina curativa, mas também a medicina preventiva  em conformidade com a política efectuada neste sentido em todo o país.

Estes objectivos concretizaram-se especialmente nos seguintes níveis:

- Pela  instalação de uma infra-estrutura adequada através da formação do pessoal para um enquadramento adequado e pela organização de campanhas preventivas. A infra-estrutura sanitária foi realizada em conformidade com a política geral de prevenção e de melhoria do nível e da qualidade dos cuidados. O hospital constitui, a nível regional, a última fase do processo curativo; no que se refere aos primeiros cuidados e aos diagnósticos, estes são feitos a nível do bairro e da circunscrição através de uma rede de centros de cuidados, dispensários e centros de saúde. Estes últimos fazem parte da estrutura de base e de definição dos programas sanitários a nível nacional.

Nas províncias sarianas, esta infra-estrutura desenvolveu-se bastante na última década; este progresso deve-se à implantação geográfica dos serviços de saúde tanto no meio urbano como rural. Nas cidades, a prioridade foi atribuída aos bairros mais povoados, que sempre estiveram desprovidos de equipamento sanitário. Foi deste modo que desde 1976, hospitais regionais, vários centros de cuidados, dezenas de dispensários e centros de saúde foram abertos e postos em serviço.

Hoje em dia, o hospital  completa a cadeia de instalações sanitárias e engloba vários serviços especializados, dando assim a autonomia à província em matéria de saúde. Esta autonomia foi reforçada em Laâyoune pela abertura de um hospital de especialidades em 1994, com a capacidade de 144 camas, um centro de prevenção da   tuberculose e um centro de cirurgia dentária, os quais aumentam consideravelmente o leque dos serviços garantidos às populações.

Tendo em conta as normas definidas a nível nacional, a implantação destas unidades sanitárias permite oferecer uma capacidade de serviço em função do número de habitantes. Desde 1976, a capacidade hospitalar foi praticamente multiplicada por 10. Actualmente ela conta aproximadamente com cerca de 400 camas na região de Laâyoune.

Todas estas instalações funcionam em condições muito  satisfatórias graças ao recrutamento de um pessoal médico e paramédico competente e dedicado. Este princípio não é da exclusividade das províncias sarianas: é um elemento fundamental da política de formação prosseguida por Marrocos para um enquadramento eficaz dos estabelecimentos de saúde. As faculdades de medicina de Rabat e de Casablanca formam actualmente 500 médicos por ano; alguns deles são solicitados para efectuar estágios nas províncias sarianas. Do mesmo modo, também são convocados  médicos de diversas especialidades, praticando em centros hospitalares de outras regiões.

Se, tal era à partida, a solução adoptada para responder às necessidades urgentes em matéria de pessoal médico, devemos assinalar que hoje a criação de centros hospitalares facilitou a constituição de equipas que operam em permanência na região. O que explica que o número de médicos em serviço nas províncias sarianas tenha quadruplicado desde 1976.

Nesta mesma perspectiva, é conveniente sublinhar que um esforço sustentado foi feito no domínio da formação paramédica, e muito em especial, com a criação em Laâyoune de um centro de formação de enfermeiros.


    
 

1. Que pensa do projecto de autonomia do Sara Ociedental proposto pelo Reino de Marrocos?


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